Ministros buscam saída para a crise da interferência do presidente nos preços da Petrobras

  Terça, 16 de abril de 2019
  Jornal Nacional    |      

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o da Casa Civil, Onyx Lorenxoni, se reuniram com técnicos nesta segunda-feira (15) em busca de uma saída para a crise desencadeada com a intervenção direta do presidente Jair Bolsonaro no preço cobrado pela Petrobras para o óleo diesel.

    O Palácio do Planalto trabalha para consertar o estrago da semana passada. Os presidentes da Petrobras, da Agência Nacional de Petróleo, do BNDES foram chamados para uma reunião na Casa Civil. Os ministros da Economia, da Infraestrutura e de Minas e Energia estavam presentes.

    Segundo o ministro Onyx Lorenzoni, a questão era caminhoneiros. A principal demanda deles é o preço do diesel. Foi por causa deles que o presidente Jair Bolsonaro suspendeu o aumento de 5,74%, anunciado pela Petrobras. O efeito no mercado foi imediato: as ações despencaram e o valor de mercado da empresa recuou quase R$ 32 bilhões de reais só na sexta-feira (12).

    Na saída da reunião, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que não há decisão tomada. Nas declarações, ele separou a empresa do governo.

    “Não tem nenhuma decisão. A Petrobras é uma coisa, outra é o governo. O governo quer abordar a questão dos caminhoneiros, a Petrobras tem sua vida própria. Vamos decidir quanto vai ser reajustado ou não. Isso é uma decisão empresarial, diferente da decisão do governo, que é de políticas públicas. O que significa que a Petrobras é livre”.

    Segundo Castello Branco, a decisão de segurar o reajuste foi da Petrobras.

    “O presidente alertou para os riscos”, disse.

    Nesta segunda-feira (15), as ações preferenciais da Petrobras fecharam praticamente estáveis. O medo dos investidores é que o governo faça como administrações anteriores, quando intervenções para segurar os preços dos combustíveis causaram prejuízos à Petrobras.

    Nesta segunda, em São Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ver com preocupação decisões como a de sexta-feira (12).

    “As soluções precisam ser muito bem pensadas porque o custo de um erro num mercado onde a referência do preço é internacional pode gerar prejuízos muito maiores do que a simples decisão de não mexer no preço num curto prazo. Aliás, a gente já viu isso no preço da Petrobras no último pregão da sexta-feira”, disse Maia.

    O governo vem reafirmando que foi apenas uma ação episódica e que a autonomia da Petrobras está mantida.

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, que foi surpreendido com a ação de Bolsonaro, teve uma conversa reservada com o presidente.

    Na terça-feira (16), Bolsonaro tem uma reunião com a equipe econômica e o presidente da Petrobras para tratar especificamente da política de preços dos combustíveis. Bolsonaro quer saber qual é a dinâmica do ajuste dos preços. O governo deverá ainda dar explicações detalhadas sobre as medidas que serão tomadas para atender às demandas dos caminhoneiros.

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