Site PauloAfonsoTem homenageia a matriarca Severina de Brito, carinhosamente chamada de Dona Nininha

  Tera, 07 de agosto de 2018
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    Severina de Brito Siqueira carinhosamente conhecida como Dona Nininha, tem 93 anos. Natural de Arcoverde – PE, chegou em Paulo Afonso em 1972. Tem 6 filhos, sendo 2 já falecidos.

    Onde ela morava, havia a tradição de que quando uma mulher tinha filho homem soltavam 3 fogos, quando tinha uma mulher, soltavam apenas 2.

    Enquanto estava de resguardo Dona Nininha comia queijo, ovos e pirão de frango capado.

    Ela sempre viveu bem com seus filhos e marido, nunca houve desavenças.

    Ao chegar em Paulo Afonso ela achou a cidade muito estranha, nunca pensava em morar aqui, foi gostando e se acostumando aos poucos. Pensava em voltar para Arcoverde, mas seu marido havia arrumado um emprego na Mendes Júnior. A família já tinha parentes aqui em Paulo Afonso que vieram no período de início das obras da Chesf.

    Seu marido trabalhou de 1973 a 1976 na Mendes Júnior. Logo após, veio a falecer vítima de câncer na garganta. O olhar dele dizia tudo para seus filhos, ele era uma pessoa maravilhosa. Nunca bateu em nenhum dos meninos.

    Após o seu marido falecer, Lourdes sua filha mais velha era quem sustentava a casa, somando com a renda da pensão do seu falecido pai. Enquanto isso Dona Nininha lutava para criar seus filhos, mantendo-se no papel de dona de casa.

    Ela tem 4 filhos vivos, 13 netos, 7 bisnetos e 1 tataraneta. Uma linda família construída.

    Até hoje Dona Nininha se considera com muita saúde, não tem pressão alta, não tem diabetes nem osteoporose, só problema renal.

    Há 5 anos ela teve uma forte gripe, agravando-se para uma pneumonia mal curada. Viajaram para Arcoverde e lá foi diagnosticado que ela estava com as taxas muito altas. Já em Paulo Afonso ela passou a ser acompanhada pela Clirenal após ter desenvolvido problemas renais, fazendo sempre hemodiálise e sendo a paciente mais alegre e com mais idade da clínica, sendo sempre apresentada aos novos pacientes que chegam como exemplo de superação, pois está sempre de alto astral diante do tratamento.

    Devido a hemodiálise ela passou a desenvolver Labirintite, logo no início passou a sentir muita tontura e caiu, nessa 1º queda fraturou o fêmur, na segunda, fraturou a perna. Mas se reergueu e com a ajuda do seu andador toma banho, troca a roupa, lava prato e faz tudo sozinha.

    Dona Nininha vive na casa da sua filha Lourdes, onde outras pessoas da vizinhança da rua a chamam de mãe.

    Alguns vizinhos são tão próximos que se oferecem para levar Dona Nininha até sua hemodiálise, é o caso de Solange.

    Dona Nininha sempre teve uma vida tranquila, as únicas coisas que a abalaram foi a perda do marido e de 2 filhos.

    Ela diz: “Tenham paciência, tudo se vence na vida, não se desesperem por pouco. Acima de tudo está Deus”.

    Ela acredita que o segredo da longevidade é que ela sabe viver, não se aperreia com nada, gosta de todo mundo, todos são seus amigos. Borda, costura, faz crochê... tudo isso feito para família e também para que não fique parada.

    Acredita também que alguns hábitos de quando criança, como tomar leite tirado das tetas da vaca, ainda quentinho e com espuma tenha também colaborado.

    Após ficar viúva não quis mais casar, pensou em viver para seus filhos. Curtia a vida junto a eles, mais do que uma mãe, uma companheira. Ia com seus filhos para serestas no CPA e outras festas, sempre se divertindo com eles, como mãe e boa amiga.

    Devota de Nossa Senhora de Fátima, recebe todo mês em casa o apostolado da Mãe Rainha, onde toda família acompanhada dos amigos realizam suas orações.

    Dona Nininha reza o terço todo dia e ao sábados reza o ofício.

    Por conta da sua fé Dona Nininha levou seus filhos para fazerem batismo, 1º eucaristia e crisma.

    Lourdes, a filha mais velha destaca a vida guerreira da mãe. Vindos da roça, a renda da família vinha das plantações.

    Até hoje toda família tem a tradição de realizar as refeições juntos na mesa.

    Bem acolhidos em Paulo Afonso, a família considera como sua cidade natal. Aqui eles fizeram muitos amigos, não sentem dificuldade em nada.

    “Sempre fomos muito respeitados, e por isso damos Graças a Deus. Somos muito felizes por morarmos em Paulo Afonso.” Palavras de Dona Nininha.

    Em dezembro de 2017 Dona Nininha foi porta aliança no casamento de um dos netos, e tanto o Padre, como os convidados e o noivo choraram e se emocionaram muito.

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