No DF, anúncio de emprego em supermercado provoca fila gigantesca

  Quinta, 10 de janeiro de 2019
  Jornal Nacional    |      

    São oferecidas 300 vagas para loja que ainda não abriu no Itapoã. No meio da tarde, 15 mil pessoas já tinham deixado o currículo, segundo o gerente.

    O sonho de começar o ano com a carteira assinada produziu uma cena impactante perto de Brasília.

    O tamanho da preocupação... "Hoje você tem uma diária, um bico pra fazer. Amanhã você não tem", destaca o autônomo Leonilton Teles.

    O tamanho da angústia... "Fica faltando as coisas dentro de casa, né? É ruim demais", lamenta a dona de casa Ana Cristina Freitas.

    O tamanho do sonho... "Comprar as coisas dos meus filhos, né? E viver melhor agora, se sair uma vaga pra mim. Que Deus ajude que saia", fala Jenifer Loyane Lima.

    Quando chega o desemprego é na primeira porta que aparece que muita gente vai bater. O anúncio foi de 300 vagas para o supermercado que vai abrir só no mês que vem, no Itapoã, Distrito Federal, a 23 quilômetros de Brasília. Foi o bastante para os moradores fazerem uma fila que só o Globocop conseguiu acompanhar.

    De baixo, não dava pra ver onde acabava. Gente com bebê no colo, sombrinha, banquinho que trouxe de casa... Teve quem passou a noite na fila. "Vim ontem, às 16h. Esperança é a última que morre", conta Neuza da Silva Moura.

    Vagas disputadas na base da paciência, resistência e gentileza... "Pega uma maçãzinha aí!", oferecia uma das mulheres que recolhia os currículos. O supermercado quis, de alguma forma, aliviar o desconforto dos candidatos. "A gente tá distribuindo maçã, biscoito e água".

    A procura superou todas previsões da loja. Até o meio da tarde, 15 mil candidatos já tinham deixado o currículo, segundo o gerente. É como se um a cada cinco moradores da cidade tivesse saído de casa hoje pra bater nessa porta.

    "A previsão de 16 horas, nós vamos esticá-la. Até a hora que tiver gente entregando, vamos ficar recebendo, pra valorizar o povo", afirmou o gerente Antônio José Pereira.

    Esperança pra Juliana, que não consegue entrar no mercado de trabalho. São três anos tentando: "Entrego currículo pra tudo quanto é lado aí, mas até hoje não me chamaram nem pra entrevista".

    Na longa espera, alguns já imaginam o que fazer, caso pinte um trabalho novo. "Pagar as dívidas, né? No momento é isso mesmo", sonha a dona de casa Maria José Ferreira.

    De janeiro a novembro de 2018, o Distrito Federal abriu 21 mil vagas de emprego com carteira assinada. No Brasil, foram criadas 858 mil vagas. O país tem 12 milhões de desempregados, segundo o IBGE.

    É por isso que tem gente topando tudo. "Qualquer área eu tô pegando!", disse Francisco Feitosa. "Qualquer uma! Só quero trabalhar!", fez coro Elsiane Sousa.

    Esperança é o que faz o Fabrício persistir, mesmo há quatro anos desempregado. "Sol, o cansaço... Isso é o de menos. Nessas horas não tem muito o que escolher não", afirma autônomo, que diz com que sonha caso consiga uma vaga: "A vinda de um filho aí, né? Estando com carteira assinada fica mais fácil".

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